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RUMOS ITAÚ CULTURAL – CARTOGRAFIA DE IMAGENS

O projeto Cartografia de imagens: filme-carta, formação e experimentação consiste na implementação de Escolas Vivas de Cinema em instituições educativas do Estado da Paraíba de forma integrada com as propostas pedagógicas de cada uma delas. 

As instituições contempladas com o projeto são beneficiadas com a oferta:

  • Kits de produção audiovisual;
  • Acervo de filmes e livros;
  • Cursos de formação de professores;
  • Consultoria técnica e apoio didático-pedagógico presencial e à distância;
  • Contextualização metodológica;
  • Oficinas de criação cinematográfica;
  • Implementação de cineclubes educativos.

A proposta é que as instituições se tornem autônomas para desenvolver as suas próprias práticas educativas com o cinema e o audiovisual, contribuindo com a inovação do processo de ensino-aprendizagem da escola. 

A primeira edição do projeto, apoiada pelo Programa Rumos Itaú Cultural 2017-2018, ocorreu entre 2018 e 2020. Foram beneficiadas 6 instituições educativas de 4 cidades paraibanas, e os trabalhos realizados foram exibidos em Mostras locais e no I Seminário de Educação, Cinema e Audiovisual da Paraíba.

Tal projeto é um desdobramento das ações do grupo Semente Cinematográfica no território quilombola do Gurugi-Ipiranga (Conde/PB), que desenvolveu uma Escola de Cinema na EMEIF José Albino Pimentel entre 2016 e 2019 , e elaborou um modelo que agora pode ser replicado e contextualizado em novos territórios do estado. 

COMO FUNCIONA A METODOLOGIA DO PROJETO?
  • Prática de ver e fazer filmes como mediação da aprendizagem escolar, potencializando: o desenvolvimento da criatividade; a educação crítica do olhar; a investigação do território; o acesso aos saberes que circulam na comunidade; a relação construtiva consigo, com o outro e com o mundo; a construção ativa do conhecimento.

  • Em cada encontro são propostos dispositivos de criação cinematográfica, que funcionam como jogos com regras e limites que desafiam os estudantes a manipular a linguagem do cinema na construção do seu olhar sobre as coisas do mundo;

  • Os encontros são modulares, permitindo que cada curso seja adaptado e contextualizado à realidade e ao interesse da turma, fazendo com que professores e estudantes se tornem agentes ativos na elaboração do percurso criativo estabelecido pelo grupo;

  • A natureza modular das práticas educativas com o cinema possibilita o desenvolvimento de metodologias que correspondam às singularidade de cada instituição;

  • Realização de cineclubes mensais com o objetivo de: aprofundar o diálogo entre professores e estudantes; ampliar o repertório audiovisual do grupo; compartilhar os trabalhos realizados pelos estudantes.

  • Envolvimento de representantes da diretoria, coordenação, professores, funcionários e estudantes na gestão da EEC para conferir autonomia ao grupo e garantir a continuidade do projeto.

 

QUANTO TEMPO DURA O PROJETO?

  • O projeto será realizado entre Agosto de 2018 e Dezembro de 2019.

  • Durante 2018.2, faremos o trabalho de formação de professores, consultoria técnica e planejamento pedagógico das atividades, além de dar início as sessões do cineclube de cada escola contemplada. Em 2019, serão realizadas as atividades dos Ateliers de criação cinematográfica com os estudantes e a Mostra de Cinema com os filmes realizados.

  • A culminância do projeto se dará no I Seminário de Cinema e Educação da Paraíba, realizado no final de 2019, com a exibição dos trabalho e os relatos de experiências das escolas para a o público do evento.

 

E DEPOIS?

  • Após a conclusão das atividades do projeto, as instituições estarão aptas a dar continuidade às práticas educativas de acordo com seu próprio planejamento. Os equipamentos serão cedidos permanentemente às escolas após 3 anos de atividades regulares das EECs. Caso haja a interrupção do trabalho no meio desse período, os equipamentos serão recolhidos e cedidos para as demais escolas interessadas.

 

SOBRE O PROGRAMA RUMOS ITAÚ CULTURAL

O Programa Rumos Itaú Cultural é um dos maiores editais de financiamento de projetos culturais do país, o Programa Rumos, é realizado pelo Itaú Cultural desde 1997, fomentando a produção artística e cultural brasileira.A iniciativa recebeu mais de 64,6 mil inscrições desde a sua primeira edição, vindos de todos os estados do país e do exterior. Destes, foram contempladas mais de 1,4 mil propostas nas cinco regiões brasileiras, que receberam o apoio do instituto para o desenvolvimento dos projetos selecionados nas mais diversas áreas de expressão ou de pesquisa. Os trabalhos resultantes da seleção de todas as edições foram vistos por mais de 7 milhões de pessoas em todo o país. Além disso, mais de mil emissoras de rádio e televisão parceiras divulgaram os trabalhos selecionados.

Nesta edição de 2017-2018, os 12.616 projetos inscritos foram examinados, em uma primeira fase, por uma comissão composta por 40 avaliadores contratados pelo instituto entre as mais diversas áreas de atuação e regiões do país. Em seguida, passaram por um profundo processo de avaliação e análise por uma Comissão de Seleção multidisciplinar, formada por 21 profissionais que se inter- relacionam com a cultura brasileira, incluindo gestores da própria instituição. Foram selecionados 109 projetos, contemplando todos os estados brasileiros. Mais informações em: <www.itaucultural.org.br/conheca-o-rumos>

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Semear invenções. Conectar imaginários. Mediar aprendizagens.

Semente Cinematográfica é o nome que escolhemos para demarcar a nossa ação no campo do cinema e da educação. A escolha de um nome não define apenas um rótulo ou uma estratégia de comunicação com o nosso público. Através desse nome, nos vinculamos a um certo modo de lidar com o ato de educar, ou melhor, com o ato de estabelecer meios para investigar, aprender e inventar.

Atelier de criação cinematográfica realizado na Escola Experimental de Cinema da EMEIF José Albino Pimentel, no quilombo do Gurugi-Ipiranga, Conde/PB (2017)

A aproximação entre a educação e o cinema é instigante e desafiadora, pois oferece a possibilidade de educar através da criação de filmes. Em relação à concepção tradicional de educação, tal iniciativa provoca deslocamentos importantes no processo de ensino-aprendizagem, tanto no que se refere à forma como um determinado saber é acessado e assimilado, bem como na relação pedagógica estabelecida entre professores e estudantes.

Tal forma de usar o cinema na escola é um fenômeno relativamente novo, e se disseminou a partir da popularização dos meios de produção digital da imagem através de dispositivos portáteis como cybershots, handycams e smartphones. Hoje em dia a presença da imagem digital na escola é uma realidade incontornável. Tanto dos estudantes quanto os profissionais da escola se transformaram em produtores, consumidores e retransmissores de imagens nas redes sociais. Esse fato é visto muitas vezes como um problema pedagógico: um obstáculo no processo de aprendizagem dos estudantes.

Ao inserir saberes e habilidades do campo do cinema no currículo e no cotidiano escolar, a escola passa a encarar o que era um problema como uma potência de inovação, e abre as portas para um novo território de aprendizagem, habitado pelos saberes e personagens da comunidade e regido pelo processo criativo da turma. Nesse lugar se aprende a interagir com as imagens e os discursos audiovisuais com mais consciência dos seus elementos constitutivos; se aprende a sentir através de imagens; se aprende deslocar o olhar e ressignificar as coisas do mundo; se aprende a construir realidades em comum; se aprende que dá para aprender brincando.

Atelier de criação cinematográfica realizado na Escola Experimental de Cinema da EMEIF José Albino Pimentel, no quilombo do Gurugi-Ipiranga, Conde/PB (2017)

O território escolar vira o campo de interação entre professores, estudantes e os personagens, saberes e memórias da comunidade. A internet possibilita pesquisar referências e estabelecer novas conexões. Com a câmera na mão ou na ilha de edição, o estudante tem todo o mundo à sua disposição para pesquisar, produzir imagens e discursos, relacionar saberes e construir pontos de vista e assertivas sobre determinado objeto de interesse. Os estudantes aprendem fazendo filmes sobre as questões que são importantes para a sua vida e a vida daquilo e daqueles que constituem a sua realidade.

Em outras palavras, quando o cinema é mobilizado como um instrumento de mediação de aprendizagens, o estudante se transforma em um ser ativo na construção do seu próprio conhecimento, o que faz do professor um profissional que o auxilia nessa jornada de invenção e descobertas, identificando os temas geradores que impulsionam os estudantes, propondo dispositivos de criação, relacionando saberes, trazendo referências e provocando aberturas no percurso criativo da turma.

Essa potência do cinema de acessar e relacionar os saberes do mundo o torna uma ferramenta versátil no campo da educação, pois possibilita ao educador desenvolver práticas de sensibilização do olhar e desenvolvimento da criatividade, bem como projetos vinculados à um determinado saber disciplinar, interdisciplinar ou transdisciplinar.

Embora no Brasil existam poucas iniciativas na área, já se pode destacar o trabalho de projetos importantes e bem sucedidos, sobretudo na região Sudeste do país, que demonstram que a inserção do cinema nas escolas tem o potencial de contribuir positivamente com a educação brasileira.

Esse cenário desafiador nos estimulou a formar em 2014 um grupo dedicado à pesquisa e à prática educativa com o cinema na Paraíba. Os profissionais que integram o grupo Semente Cinematográfica possuem formação e experiência tanto na área do cinema e da produção cultural, quanto na área da educação. Nosso objetivo é pesquisar e desenvolver metodologias adaptadas ao contexto sócio-cultural paraibano, se tornando uma referência na área para formar profissionais, desenvolver projetos junto às escolas, ONGs, instituições culturais e redes de ensino, e estabelecer diálogos com outros atores da área que atuam no Estado.

Nossas portas estão abertas ao diálogo!

Por Felipe Leal Barquete

 

GRUPO SEMENTE CINEMATOGRÁFICA

Para saber mais sobre o nosso trabalho, clique aqui.

PROJETOS ATUAIS

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VOCÊ PODE CONTRIBUIR PARA INOVAR A EDUCAÇÃO NA PARAÍBA. Saiba como!

Para o Grupo Semente Cinematográfica, a perspectiva de inovação da educação na Paraíba consiste em trabalhar com o audiovisual nas escolas. Essa linguagem tem o potencial de mobilizar saberes de modo transversal, e com isso auxiliar na alfabetização, no estímulo à criatividade, na construção ativa de conhecimento, de modo a inovar nos métodos de ensino-aprendizagem. A ideia é conectar esses métodos às narrativas veiculadas na TV e redes sociais, de forma a estimular a produção dos próprios estudantes, abordando os temas relacionados à sua realidade sociocultural.

Desde 2014, atuamos em escolas públicas de João Pessoa e do Conde com a implementação de Escolas de Cinema dentro da escola. Em 2018, o grupo foi contemplado com uma parceria com o Programa Rumos Itaú Cultural através do projeto Cartografia de Imagens: Filme-carta, Formação e Experimentação, e está implementando Escolas de Cinema em 4 escolas públicas/ONGs do Estado da Paraíba - Bananeiras, João Pessoa, Nova Palmeira e Zabelê. O projeto consiste na oferta de equipamentos, assessoria técnica e pedagógica, cursos de formação de professores, oficinas de cinema, cineclube escolar, mostras de cinema e um Seminário de Cinema e Educação.

Tal ação se configurou como um projeto piloto para a expansão em outras escolas das redes de educação municipais e estadual da Paraíba. Com essa perspectiva, aprovamos o projeto na Lei Rouanet para captar recursos da iniciativa privada, e firmar parcerias com instituições interessadas em associar a sua marca à um projeto inovador e de impacto social. Com a sua contribuição, pretendemos ampliar o apoio técnico, tecnológico e pedagógico para mais 4 instituições do Estado.

O projeto Cartografia de Imagens: Filme-carta, Formação e Experimentação foi aprovado para o Programa Nacional de Apoio à Cultura, enquadrado no artigo 18 da Lei Federal no 8313/91, o que permite com que parceiros e investidores - pessoas físicas e jurídicas - possam colaborar com o projeto através da dedução integral do valor investido do Imposto de Renda.

COM O ABATIMENTO DO IMPOSTO DE RENDA, VOCÊ REDIRECIONA OS SEUS RECURSOS OU DA SUA EMPRESA PARA UMA AÇÃO DE IMPACTO SOCIAL, DIVULGA SUA MARCA E INVESTE NA INOVAÇÃO DA EDUCAÇÃO PARAIBANA COM A INSERÇÃO DA TECNOLOGIA E DA ARTE NAS ESCOLAS!

 

Acesse aqui o nosso projeto comercial para saber mais detalhes!

Sou pessoa jurídica e quero apoiar: entre em contato conosco em sementecinematografica@gmail.com ou nas nossas redes sociais!

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COMO SOLICITAR: queremos cinema na nossa escola!

 

Apostar no cinema como mediação da aprendizagem e inovação do processo educativo é mais fácil do que se pode imaginar: é, basicamente, sentar para conversar, conhecer a metodologia de trabalho e planejar as ações que mais se encaixam no projeto pedagógico da sua escola!
O audiovisual já é parte da vida de grande parte da comunidade escolar: é possível que muitos assistam a novelas e filmes por meio da TV e tenham acesso a vídeos veiculados em celulares por meio de aplicativos como Whatsapp, Facebook, Youtube. Entendemos que é importante saber dialogar sobre essas imagens e dar um sentido educativo para a presença delas no processo de subjetivação dos jovens e na tessitura das relações sociais contemporâneas.
Mas muitas vezes nos falta o “como” fazer isso na escola de modo inventivo e com consistência pedagógica. Nós, do grupo Semente Cinematográfica, podemos dar uma forcinha: estamos disponíveis para colaborar com a implementação de uma metodologia que integre o cinema às demais disciplinas e áreas do conhecimento com o intuito de inovar as práticas educativas da escola. E isso vale para instituições educativas ou culturais, públicas, privadas ou do terceiro setor.
A introdução do cinema na escola pode ser feita a partir de várias possibilidades, que estão relacionadas à identidade, à história e ao território educativo. Assim, após um diálogo inicial, realizamos uma consultoria técnica e pedagógica com o objetivo de contextualizar a metodologia aplicada ao perfil e às necessidades da instituição.
Não é preciso dispor de câmeras de última geração para fazer cinema: câmeras portáteis e os próprios celulares já são ferramentas importantes para contar uma história. Em lugar do lápis, a câmera do celular; em lugar do quadro, a tela de cinema. A imagem cinematográfica é um dispositivo de despertar do olhar, do desenvolvimento da criatividade e da investigação da realidade social.
Você pode entrar em contato através dos contatos abaixo para nos conhecer melhor. Além disso, você também pode agendar uma visita nossa na instituição que você é parte, ou visitar uma das escolas que já foram beneficiadas pelos nossos projeto: consulte o calendário e comece o semestre letivo semeando novas oportunidades!

Vamos conversar!

Contatos SEMENTE CINEMATOGRÁFICA

EMAIL
sementecinematografica@gmail.com

FACEBOOK
www.facebook.com/sementecinematografica/ 

TELEFONES
Ana Bárbara Ramos - (83) 999 928 685
Felipe Leal Barquete - (83) 986 661 517

 

 

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GRUPO SEMENTE INICIA FORMAÇÕES EM JP E INTERIOR DA PB

O Grupo Semente Cinematográfica, com apoio do Rumos Itaú Cultural, convida todos/as os/as profissionais que participaram dos módulos básicos dos Cursos de Introdução à Pedagogia do Cinema desde 2017, bem como as organizações dos Núcleos Litoral, Brejo, Seridó e Cariri que fazem parte do projeto "Cartografia de Imagens: Filme-carta, Formação e Experimentação" para participar dos módulos (2) e (3) do Curso de Formação. Esses módulos consistem num aprofundamento dos conteúdos de cinema e educação trabalhados nos módulo básico, e serão realizados em fevereiro e março de 2019, nas cidades paraibanas contempladas pelo projeto.

O módulo (2) tem como tema "Criatórios de Cineclubes Educativos", que tem o objetivo de compartilhar saberes, métodos e materiais para a implementação de cineclubes nas instituições educativas. O módulo (3) é a primeira etapa do curso sobre o desenvolvimento dos Ateliês de Criação Cinematográfica com os estudantes. Neste último módulo, serão compartilhadas bases e metodologias para estruturar o trabalho das Escolas Experimentais de Cinema implementadas pelo projeto.

As formações ocorrerão nas seguintes datas:

  • Zabelê - 11, 12 e 13 de fevereiro;
  • Bananeiras - 21, 22 e 23 de fevereiro;
  • Nova Palmeira - 07, 08 e 09 de março;
  • João Pessoa - 15, 16 e 17 de março.

Confira as organizações que compõem os 4 Núcleos Regionais do projeto "Cartografia de Imagens: Filme-carta, Formação e Experimentação":

Núcleo Litoral 1. Fundação Casa de Cultura Companhia da Terra + Coletivo Garças do Sanhauá (João Pessoa); 2. EMEF Chico Xavier João Pessoa (João Pessoa) 3. EMEIEF Prof Luis Mendes Pontes (João Pessoa) 4. Castelo Audiovisual (João Pessoa); 5. Escola Estadual Francisco Campos (João Pessoa) 6. Escola Municipal de Arte - Casa das Artes (João Pessoa); 7. EMEF Prof. Gibson Maul de Andrade (Santa Rita) 8. MST - Acampamento Dom José Maria Pires (Alhandra).

Núcleo Cariri 1. Associação Cultural de Zabelê (Zabelê) 2. EMEIF Maria Bezerra da Silva (Zabelê) 3. Associação Cultural do Congo (Congo) 4. Escola Municipal Antônio Alves Feitosa (Camalaú) 5. Escola Municipal Áurea Correia de Queiroz (Gurjão) 6. IFPB - Campus Princesa Isabel (Princesa Isabel).

Núcleo Brejo 1. Escola Nossa Senhora do Carmo (Bananeiras); 2. EEEFM Ministro José Américo de Almeida (Areia); 3. EMEF Abel Barbosa da Silva (Areia); 4. IFPB - Campus Guarabira (Guarabira).

Núcleo Seridó 1. ONG Centro de Educação Popular (Nova Palmeira); 2. UEPB - Centro de Ciências Exatas e Sociais Aplicadas (Patos).

Essa iniciativa faz parte de um trabalho para consolidar uma rede de apoio aos profissionais e instituições que trabalham com cinema e educação no Estado, fomentando o desenvolvimento de projetos de pesquisa e práticas educativas inovadoras nas escolas da Paraíba.

Acompanhe a divulgação dos Cursos de Formação nas nossas redes sociais:

Facebook: facebook.com/sementecinematografica/

Instagram: instagram.com/sementecinematografica

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NÚCLEO DE EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA DA PB REALIZA A I CONANE PB

Desde julho de 2018 o Grupo Semente Cinematográfica integra o Núcleo de Educação Transformadora da Paraíba, que articula em rede instituições educativas e culturais do setor público, privado e da sociedade civil do estado da Paraíba. A partir dos encontros deste núcleo, se gestou a ideia de realizar a 1ª Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação (CONANE-PB), que já tem data e local: 29, 30 e 31 de março de 2019, no Hotel Fazenda Paraíso dos Colibris, localizado no município do Conde/PB.

Através de um sistema de imersão, a edição regional da CONANE visa estimular a troca de experiências e saberes entre os profissionais da educação para fomentar, legitimar e consolidar novas práticas de ensino-aprendizagem nas escolas do estado e, deste modo, estabelecer pontes para os debates sobre a educação transformadora que vêm ocorrendo em âmbito nacional. O evento é produzido em parceria com a Prefeitura Municipal de Conde, através da Secretaria de Educação, Esportes e Cultura, a Secretaria de Estado da Educação da Paraíba, o Instituto Alana, o Instituto Alpargatas e a UFPB.

Dentre as presenças confirmadas, destacamos profissionais reconhecidos da área, como o professor José Pacheco (Escola da Ponte-Portugal), Helena Singer (Ashoka América Latina e Instituto de Estudos Avançados da USP), Sônia Goulart (CONANE Nacional e Projeto Gaia Escola), Raquel Franzim (Instituto Alana), Carlos Rodrigues Brandão (UNICAMP e UFU)e Abdalaziz Moura (Serta-Pernambuco).

O Núcleo de Educação Transformadora da Paraíba propõe agregar/fortalecer instituições e profissionais da educação que trabalham a partir da perspectiva da educação transformadora, que tem como princípios empatia, trabalho em equipe, protagonismo e criatividade. Em 2018 foram realizados 5 encontros do Núcleo em 4 municípios do Estado, articulando mais de 60 profissionais da educação.

Faça a inscrição para a CONANE no blog do evento.

Acompanhe as novidades do Núcleo de Educação Transformadora da Paraíba nas redes sociais.

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FILMES PRODUZIDOS EM ESCOLAS DA PB SE DESTACAM PELO BRASIL

Em setembro de 2018 o filme "A Roda das Gerações do Coco" foi exibido no 29º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo - o Curta Kinoforum - e premiado com a Menção Honrosa TV Cultura para Novos Olhares. Com o prêmio, esta realização de estudantes da EMEIF José Albino Pimentel da comunidade quilombola Gurugi-Ipiranga (Conde, PB) foi exibida na emissora em 22 de dezembro de 2018.

Em 20 de março de 2019 o Grupo Semente Cinematográfica fará o lançamento nacional de um novo filme: o "Rio de Memórias", realizado por estudantes da EMEF Lina Rodrigues do Nascimento também do Conde (PB), como culminância de um processo de ensino-aprendizagem de cinema ocorrido em 2018 na escola.

A qualidade artística desses filmes produzidos em escolas demonstra como as práticas educativas com o cinema junto aos estudantes tem o potencial não apenas de mediar a aprendizagem de saberes escolares, como também o de formar sensibilidades e o repertório artístico-cultural dos estudantes. Além disso, os filmes produzidos mobilizam a comunidade ao longo do seu processo criativo, e conferem visibilidade nacional/internacional às escolas, municípios e à cultura paraibana!

Estes filmes são frutos de um trabalho educativo com arte e tecnologia implementado pelo Grupo Semente Cinematográfica em parceria com a Prefeitura Municipal de Conde, que visa introduzir a linguagem do cinema nas escolas como um dispositivo de auxílio na alfabetização, de estímulo da criatividade, da investigação do mundo e da construção ativa do conhecimento. A ideia é estimular a inovação dos métodos de ensino-aprendizagem e a produção de obras de arte que nascem no seio da cultura viva quilombola.

Para ver o filme "A Roda de Gerações do Coco" no YouTube, clique aqui

Conheça os outros filmes produzidos em escolas pelo grupo Semente Cinematográfica no nosso canal do YouTube.

Saiba mais:

"Roda de Gerações do Coco": narra o encontro das crianças do grupo Clamores Antigos com os integrantes mais velhos do Coco de Roda Novo Quilombo. O filme foi mediado pelos professores Manoel Cosmo, Felipe Leal Barquete e Ana Bárbara Ramos. Além da exibição em São Paulo, também foi exibido no Festival do Rio de 2018.

"Rio de Memórias": narra a relação da comunidade quilombola Gurugi-Ipiranga com os rios que são parte da localidade, a partir do olhar dos estudantes. O filme foi mediado pelos professores e cineastas Felipe Leal Barquete e Ana Bárbara Ramos.

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Novas sementes quilombolas em 2018

O Grupo Semente Cinematográfica iniciou 2018 cultivando a terra no mesmo território, agora em outra instituição educativa: a EMEF Lina Rodrigues do Nascimento, situada na comunidade quilombola Gurugi-Ipiranga, no Conde (PB). A convite da equipe pedagógica, o grupo desenvolve o Projeto Cinema no Lina, que consiste na implementação de uma Escola Experimental de Cinema (EEC) dentro da escola, por meio da formação de educadores, atelier de criação cinematográfica com os estudantes e práticas de cineclube. Esse trabalho foi financiado pelo programa nacional Mais Cultura nas Escolas, com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Conde.

Curso de formação de professores: os profissionais da escola exercitaram o cinema através da prática de dispositivos de criação cinematográfica, seguido da exibição dos trabalhos e uma roda de conversa sobre o potencial pedagógico de tais práticas (2018)

Em março e abril começamos o plantio das sementes: realizamos um curso de formação de professores, com carga horária de 24h, para apresentar a metodologia de trabalho e dialogar sobre a noção de cinema como arte na escola, estabelecendo uma prática educativa transversal e transformadora no horizonte de uma educação em direitos humanos.

“Fazer esse curso de cinema tem sido algo extremamente importante para o desenvolvimento do meu trabalho como supervisora e de acompanhamento de professores. Tenho aprendido muita coisa relacionada não só por meio da filmagem, mas também a partir da literatura disposta para nós. A questão dessa relação entre cinema e educação foi uma descoberta, de estar fazendo esse papel muito especial de se ver e como ver o outro com autonomia. Eu quero conhecer e me envolver muito mais”, explica Fátima, supervisora da EMEF Lina Rodrigues do Nascimento.

Neste período também ocorreram sessões de cineclube e encontros semanais do atelier de criação cinematográfica com os estudantes para aprimorar o sentir através de imagens, aguçar o senso crítico, a pesquisa e a produção de narrativas com o objetivo de realizar filmes de forma colaborativa.
Os meses de maio, junho e julho seguem com acompanhamento pedagógico oferecido aos professores e o desenvolvimento do filme com os estudantes, que tem como tema as águas do quilombo. A presença do projeto na escola acelerou o processo de implementação do laboratório de informática, que acolherá as ilhas de edição para os futuros cineastas mirins. A perspectiva é de que estes se tornem multiplicadores da paixão pelo cinema na escola nos próximos anos.

Ateliers de criação cinematográfica: os estudantes da escolas aprendem cinema brincando e exercitando a linguagem audiovisual através de jogos e desafios com a câmera (2018)

Com esse trabalho, o grupo Semente Cinematográfica replica, com a devida contextualização, o modelo bem sucedido aplicado na EMEIF José Albino Pimentel entre 2016 e 2017, quando criamos 7 filmes sobre o quilombo a partir do olhar das crianças. O trabalho integrou 200 estudantes, 8 educadores, além da diretoria e coordenação da escola. Depois dessa experiência, a escola mantém as atividades de cinema e se encontra em um processo de reformulação do plano político pedagógico para incluir o cinema como instrumento de mediação de aprendizagens, investigação do olhar e desenvolvimento da criatividade.

 

ESCOLAS DE CINEMA NO QUILOMBO DO GURUGI-IPIRANGA (CONDE/PB)

Para saber mais sobre o Projeto Cinema no Lina, clique aqui.

Para saber mais informações sobre a EEC da EMEIF José Albino Pimentel, clique aqui.

 

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I Mostra de Cinema e Educação do Gurugi-Ipiranga

Em dezembro de 2017, realizamos a exibição dos filmes criados pelos integrantes da Escola Experimental de Cinema (EEC) na EMEIF José Albino Pimentel, implementada pelo grupo Semente Cinematográfica durante a segunda edição do projeto Inventar com a Diferença: Cinema, Educação e Direitos Humanos.

O evento foi nomeado de I Mostra de Cinema e Educação do Gurugi-Ipiranga pois, com a consolidação da EEC e a provável continuidade das atividades de cinema e educação no quilombo, teremos novas produções dos estudantes para exibir nos próximos anos.

A participação em peso da comunidade superou as melhores espectativas da nossa equipe, com mais de 300 pessoas presentes, que lotaram o espaço do refeitório da escola e vibraram com os filmes exibidos.

No texto abaixo, escrito no calor do momento da Mostra e divulgado no Facebook por Júnior Caroé, secretário adjunto de Educação do Conde, dá pra sentir um pouco da empolgação e alegria que contagiou todos os presentes!

***

De Júnior Caroé

O tapete vermelho, do portão a "sala" de exibição, já dava o tom dessa noite demasiadamente mágica: é coisa de cinema, de gente importante! Afinal, uma produção dessas não era para qualquer pessoa. Era para elas e eles: mães, pais, sábias matriarcas e experientes patriarcas daquela comunidade, professoras e professores, monitoras, merendeiras, outras e outros auxiliares da Escola e as nossas pequenas e os nossos pequenos estudantes da Escola Municipal José Albino Pimentel, que está localizada nos territórios quilombolas de Gurugi e Ipiranga. Essa noite foi uma celebração especial e particular delas e deles (mas, afetuosamente partilhada com todos nós). Eram Marias, Josés, Anas, Valdas, Joãos, Zefinhas e Leniras...era a comunidade toda ali (diga-se de passagem, as centenas) para se vê, se ouvir, se emocionar com as narrativas daquele território, DAQUELE QUILOMBO (que orgulhosamente enchia os olhos de todas e todos que estavam ali, inclusive os meus).

Profissionais da EMEIF José Albino Pimentel na noite de estréia dos filmes da EEC (2017)

Era o registro das brincadeiras ora deixadas de lado devido ao boom tecnológico desordenado; era a história da luta de uma gente que padeceu por muito tempo na mão dos seus algozes, mas que, ali, cantavam e dançavam o coco-de-roda para mostrar que eles, enquanto povo, sabiam se reerguer a cada decaída de sua gente; era a mostra de danças, costumes, tradições, oralidades, encontros de gerações (como foi lindo ver o nosso Grupo Clamores Antigos batendo um “lero” com os seus anciãos e anciãs”; era a vida que pulsava fortemente.

E tudo isso gravado pelas mãos das nossas e dos nossos estudantes, da educação infantil ao ensino fundamental, a partir das ações desenvolvidas pela Escola Experimental de Cinema da “Zé Albino” (como bem chamam a nossa Escola Municipal). Hoje, tivemos filmes de altíssima qualidade, produzidos pela e , sob a coordenação atenta do Grupo Semente Cinematográfica (um salve, querida Ana Bárbara e caro Felipe Barquete), em parceria com o Projeto Inventar com a Diferença: Cinema, Educação e Direitos Humanos (projeto conjunto da Universidade Federal Fluminense - UFF -, do Rio de Janeiro, e Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais | UNESCO-ONU), que contou com a participação das e dos profissionais e Escola Municipal José Albino Pimentel. Realmente, quando estabelecemos um diálogo entre o cinema e a educação, fortalecemos as redes de ações, sujeitos e relações. A consolidação da experiência que está sendo vivida na Escola José Albino Pimentel visa amplificar o acesso e o compartilhamento de saberes, promovendo a invenção de novas vias de diálogo, inclusão e construções coletivas de mundo.

Esse é um caminho. E é por ele que também vamos trilhar.

Comunidade escolar lota o refeitório da escola, que foi transformada em sala de cinema para a noite de estréia dos filmes da EEC (2017)

Fonte: https://www.facebook.com/juniorcaroe

Nota Semente

O processo de implementação da EEC foi realizado pelo grupo Semente Cinematográfica durante a segunda edição do projeto Inventar com a Diferença: Cinema, Educação e Direitos Humanos (Universidade Federal Fluminense – RJ, e Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), e contou com o apoio do Tintin Cineclube, do Centro de Artes do Estado da Paraíba (Cearte), do Grupo de pesquisa em Jornalismo, Gênero e Educomunicação da UFPB e da Prefeitura Municipal do Conde.

Para saber mais informações sobre o projeto, clique aqui.

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